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6 de junho de 2013

Morgana de Avalon


A Morgana de Avalon regressou ao Castelo de Gore, que está cheio de pó e de teias de aranha. Andam morcegos a voar pelos corredores e aposentos - pois claro que é de noite! - mas não me assustam, pelo contrário. Eu gosto muito de morcegos, essas criaturas nocturnas e noctívagas... como eu.
Não há mais ninguém por aqui... o soalho só range sob os meus passos. Se eu parar de caminhar assim, lentamente, como quase sempre faz quem volta de longe com saudades, fica um silêncio pesado e envolvente. Conheço este silêncio que fala comigo há tanto tempo e me seguiu por onde eu tenho andado. Chamou por mim, o silêncio. E eu vim.

Depois, quando a saudade se aplacar um bocadinho, vou procurar os viajantes que costumavam passar e parar um pouco pelas Terras de Gore. Uns eram - são! - amigos; outros apenas conhecidos; outros ainda, completamente estranhos. A todos recebi sempre bem e, nas minhas curtas ausências, costumava deixar a mesa posta e quartos preparados, para nunca lhes acontecer virem tão longe e não terem nada para comer e beber, nem onde descansar. Talvez isso tenha mesmo acontecido, já que desta vez demorei tanto! Mas voltei.

Fata Morgana